quinta-feira, 26 de julho de 2012

Não somos candidatos só porque somos jovens, diz Raoni Fernandes

 

Aos 25 anos, graduado em Turismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Raoni atua no ramo de eventos e tem uma empresa de produção cultural, além de uma agência de turismo.  Sua trajetória profissional, longe de fazer com que a bandonasse a militância, acabou lhe dando um olhar crítico sobre os problemas da capital potiguar e a importância da cultura para a região. Leitor assíduo de biografias como “Conversas comigo mesmo” de Nelson Mandela, Raoni se diz um autêntico forrozeiro que adora samba e MPB.


Sobre a militância, conta que começou cedo. Como muitos candidatos jovens, Raoni nasceu em uma família petista e por influência dos pais, Francisco das Chagas Fernandes e Neuma Lúcia de Oliveira, desenvolveu o gosto pela política. Em 2007, com forte atuação no movimento estudantil, foi eleito coordenador geral do DCE - UFRN, aplicando uma gestão participativa na entidade estudantil de universitários. Confira sua entrevista.

Opção pela vida política no PT

Eu me lancei candidato à Câmara da minha cidade porque não me sinto representado pelos que hoje lá se encontram lá e permanecem de costas para os problemas do município, atolados em escândalos de corrupção e sem o menor respeito pela vontade e anseios da juventude. Quero e posso ajudar a realizar na minha cidade as reais mudanças que o PT tem feito pelo país afora. A decisão se deu também com a candidatura própria de [Fernando] Mineiro à prefeitura de Natal e a minha disposição de contribuir na sua aproximação com um setor da sociedade que o PT, por tradição, não dialoga. E pela minha relação com vários jovens que antes não debatiam e até afirmavam “odiar a política”, mas que descobriram o PT e estão agora fazendo política da melhor forma: a militante, voluntária e em prol de um objetivo coletivo, manifestando suas opiniões e insatisfações.

Bandeiras de luta

Natal é uma capital turística. Nós queremos um turismo que atenda também às necessidades da comunidade local. Queremos uma orla com equipamentos que sejam usufruídos por todos, a exemplo do que acontece em Fortaleza. Precisamos de uma política de turismo cultural para valorizar a noite natalense. Já na questão da mobilidade urbana, nós precisamos acompanhar os avanços da política nacional. Em Natal o trânsito e os transportes são ruins. A cidade precisa de grandes estruturas como o metrô, mas também de políticas fáceis de serem concretizadas como as ciclovias, por meio de financiamento de bicicletas para a população com menor poder aquisitivo.

Fonte: PT Nacional

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